Na manhã passada acordei extremamente dopada, era o rivotril. Então, incapaz de reclamar de algo, deixei de ver os espinhos das rosas e quis te mandar flores (meu inconsciente tinha a esperança de que você fosse alérgico), mas não se dá flores a homens. Então, escrevi uma carta melosa-clichê. Você, gentil como sempre quis realizar meu desejo. Então me levou para um lugar, junto a natureza. Olhamos as nuvens por 30 minutos, eu não enxerguei nada do que você viu, pra falar a verdade, vi um jacaré mostrando o dedo do meio apenas.
Comecei a ficar entediada, você me abraçou e disse para que aproveitasse esse dia ao seu lado. Falou que me amava e eu respondi que também (me amava). O pôr do sol finalmente chegou e eu não via a hora de ir embora. Você começava a sentir falta do cigarro também.
Enfim adormecemos, mas acordei com algo movendo-se em meu braço. Era uma aranha! Dei um grito estridente, que o acordou, então você a matou. Eu te xinguei bastante, dizendo o quanto você era um péssimo namorado e teve essa ideia horrível de dormir ao ar livre, sabendo que eu tinha aracnofobia. Falei que se você queria me agradar, deveria me levar para o bar e não no mato.
Fiz você me levar para casa, dormi emburrada e fiquei uma semana sem falar contigo. E meu desejo é não te ver nunca mais.
Se há alguém que se importa com que escrevemos, esta ainda não disse.
ResponderExcluirHum, as vezes parece que vai explodir? Eu já explodi, do meu jeito, e vou aceitando as consequências de meus todos meus atos, esse meu jeito estranho de concertar meu mundo.
Realmente uma utopia, pareceu -me bastante divertido =)