quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Utopia II

Na manhã passada acordei extremamente dopada, era o rivotril. Então, incapaz de reclamar de algo, deixei de ver os espinhos das rosas e quis te mandar flores (meu inconsciente tinha a esperança de que você fosse alérgico), mas não se dá flores a homens. Então, escrevi uma carta melosa-clichê. Você, gentil como sempre quis realizar meu desejo. Então me levou para um lugar, junto a natureza. Olhamos as nuvens por 30 minutos, eu não enxerguei nada do que você viu, pra falar a verdade, vi um jacaré mostrando o dedo do meio apenas.
Comecei a ficar entediada, você me  abraçou e disse para que aproveitasse esse dia ao seu lado. Falou que me amava e eu respondi que também (me amava). O pôr do sol finalmente chegou e eu não via a hora de ir embora. Você começava a sentir falta do cigarro também.
Enfim adormecemos, mas acordei com algo movendo-se em meu braço. Era uma aranha! Dei um grito estridente, que o acordou, então você a matou. Eu te xinguei bastante, dizendo o quanto você era um péssimo namorado e teve essa ideia horrível de dormir ao ar livre, sabendo que eu tinha aracnofobia. Falei que se você queria me agradar, deveria me levar para o bar e não no mato.
Fiz você me levar para casa, dormi emburrada e fiquei uma semana sem falar contigo. E meu desejo é não te ver nunca mais.

Um comentário:

  1. Se há alguém que se importa com que escrevemos, esta ainda não disse.

    Hum, as vezes parece que vai explodir? Eu já explodi, do meu jeito, e vou aceitando as consequências de meus todos meus atos, esse meu jeito estranho de concertar meu mundo.

    Realmente uma utopia, pareceu -me bastante divertido =)

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